25 de julho de 2012
Da
agricultura ao transporte
Seno Brune se dedica a dois importantes
setores da economia do município e da região, a produção e ao transporte
Teutônia
- Sabemos da forte ligação que existe entre o campo e o setor de transporte. Um
complementa o outro, e até mesmo chegam a ter uma relação de dependência, pois
sem o transporte a produção não chega às cidades, e sem produção não existe
carga para o transporte. E se estes dois setores podem caminhar juntos, porque
não investir em ambos ao mesmo tempo?
Foi o que fez o teutoniense Seno Brune,
65 anos. Trabalhando como produtor rural desde 1969, dando continuidade ao
trabalho da família, ele iniciou suas atividades com a produção de leite e
depois também investiu na produção de frango. E com isso, veio a necessidade de
transportar esse produção. Foi por isso que decidiu investir, em 1980, na
compra de um caminhão.
Mas, além da sua própria produção, ele
também começou a prestar serviços para terceiros. “Quase ninguém trabalhava no
sistema de integração, era tudo por conta própria. Assim, para ter mais uma
fonte de renda, aproveitei a chance e investi no transporte”, conta ele.
Ele lembra que as dificuldades eram
maiores. “Naquela época, era muito mais complicado. Tínhamos que fazer
manualmente todo o processo. O serviço braçal era muito mais intenso. Hoje, é
quase tudo automatizado, a ração já é levada direto para os aviários e
chiqueirões, por exemplo. Existem muito mais facilidades”, recorda Brune.
Ele conta que antigamente, a ração era
deixada em frente à propriedade. A esposa Itone Brune, 64 anos, que auxiliava
no carregamento, com carinho-de-mão. Com o passar do tempo não foi só a
produção que cresceu, mas também a frota de caminhões da empresa Transportes
Brune.
Para conduzir seus caminhões, ele possui
motoristas que prestam serviços para a Cooperativa Languiru no transporte de
rações e também para a Certel no transporte de outros tipos de cargas, como
móveis e eletrodomésticos. No seu
trabalho no campo, ele conta com a produção de frango e suínos para a Languiru,
nos sistema de integração. Também cria ovelhas para venda, mas, com decorrer do
tempo, deixou a produção de leite de lado. “Dedico meu tempo entre a produção e
organização dos transportes, mas conto com auxílio de motoristas nos caminhões
e um casal na granja”, explica.
Ele revela que em algumas oportunidades
até se arriscou a conduzir os caminhões, mas sentiu que era melhor que
motoristas qualificados fizessem o trabalho.
“Tinha carteira para caminhão, mas depois não renovei para ter certeza
que não ia mais conduzir. É muito diferente dirigir um carro a semana toda e
num dia levar um caminhão carregado nessas estradas do interior, é preciso ter
experiência”, avalia.
Motorista
O aposentado Sérgio Elói Rückert, 56
anos, foi o primeiro motorista de Seno Brune. Eles trabalharam juntos por mais
de 30 anos, inclusive Sérgio se aposentou na Transportes Brune, trabalhando no
transporte da produção e de rações. Sérgio conta que fez sua primeira carteira
para caminhão em 1979. “Era um sonho trabalhar como motorista. Sempre gostei de
tudo que envolvesse caminhões”.
Antes de ser funcionário de Brune, ele
iniciou trabalhando em outra empresa e teve a oportunidade de viajar até o Mato
Grosso do Sul. Depois, com o sistema de integração, o transporte foi focado na
região, nas estradas e propriedades do Vale do Taquari.
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