quarta-feira, 17 de outubro de 2012


25 de julho de 2012

Da agricultura ao transporte
Seno Brune se dedica a dois importantes setores da economia do município e da região, a produção e ao transporte
Teutônia - Sabemos da forte ligação que existe entre o campo e o setor de transporte. Um complementa o outro, e até mesmo chegam a ter uma relação de dependência, pois sem o transporte a produção não chega às cidades, e sem produção não existe carga para o transporte. E se estes dois setores podem caminhar juntos, porque não investir em ambos ao mesmo tempo?
Foi o que fez o teutoniense Seno Brune, 65 anos. Trabalhando como produtor rural desde 1969, dando continuidade ao trabalho da família, ele iniciou suas atividades com a produção de leite e depois também investiu na produção de frango. E com isso, veio a necessidade de transportar esse produção. Foi por isso que decidiu investir, em 1980, na compra de um caminhão.
Mas, além da sua própria produção, ele também começou a prestar serviços para terceiros. “Quase ninguém trabalhava no sistema de integração, era tudo por conta própria. Assim, para ter mais uma fonte de renda, aproveitei a chance e investi no transporte”, conta ele.
Ele lembra que as dificuldades eram maiores. “Naquela época, era muito mais complicado. Tínhamos que fazer manualmente todo o processo. O serviço braçal era muito mais intenso. Hoje, é quase tudo automatizado, a ração já é levada direto para os aviários e chiqueirões, por exemplo. Existem muito mais facilidades”, recorda Brune.
Ele conta que antigamente, a ração era deixada em frente à propriedade. A esposa Itone Brune, 64 anos, que auxiliava no carregamento, com carinho-de-mão. Com o passar do tempo não foi só a produção que cresceu, mas também a frota de caminhões da empresa Transportes Brune.
Para conduzir seus caminhões, ele possui motoristas que prestam serviços para a Cooperativa Languiru no transporte de rações e também para a Certel no transporte de outros tipos de cargas, como móveis e eletrodomésticos.  No seu trabalho no campo, ele conta com a produção de frango e suínos para a Languiru, nos sistema de integração. Também cria ovelhas para venda, mas, com decorrer do tempo, deixou a produção de leite de lado. “Dedico meu tempo entre a produção e organização dos transportes, mas conto com auxílio de motoristas nos caminhões e um casal na granja”, explica.
Ele revela que em algumas oportunidades até se arriscou a conduzir os caminhões, mas sentiu que era melhor que motoristas qualificados fizessem o trabalho.  “Tinha carteira para caminhão, mas depois não renovei para ter certeza que não ia mais conduzir. É muito diferente dirigir um carro a semana toda e num dia levar um caminhão carregado nessas estradas do interior, é preciso ter experiência”, avalia.

Motorista
O aposentado Sérgio Elói Rückert, 56 anos, foi o primeiro motorista de Seno Brune. Eles trabalharam juntos por mais de 30 anos, inclusive Sérgio se aposentou na Transportes Brune, trabalhando no transporte da produção e de rações. Sérgio conta que fez sua primeira carteira para caminhão em 1979. “Era um sonho trabalhar como motorista. Sempre gostei de tudo que envolvesse caminhões”.
Antes de ser funcionário de Brune, ele iniciou trabalhando em outra empresa e teve a oportunidade de viajar até o Mato Grosso do Sul. Depois, com o sistema de integração, o transporte foi focado na região, nas estradas e propriedades do Vale do Taquari. 

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